Imagina: você já está com as malas prontas, compromissos fechados, apoiadores esperando… e cinco dias antes do evento, vem a notícia de que tudo foi cancelado. O que você faria?
No primeiro minuto: desespero.
No segundo: a chama da resistência.
Porque se tem uma coisa que a literatura nacional ensina, é que a gente não desiste: a gente reescreve a história.
Foi aí que nasceu a ideia de criar um espaço que acolhesse os autores independentes que tinham sido prejudicados. Um lugar onde eles não fossem “plano B”, mas sim protagonistas.
Liguei para o Ricardo, e imediatamente ele topou embarcar nesse sonho. Postamos a ideia na internet, e em questão de horas já tínhamos mais de 40 autores interessados. O que era improviso começou a virar movimento.
Mas o destino ainda tinha mais capítulos guardados.
Duda Gaboardi chegou abraçando a causa, trazendo força e voz. E logo depois, veio também Anne, a diza, que não só apoiou, mas colocou talento, design, estratégia e coração para transformar um encontro em um evento.
Ali nascia algo maior do que imaginávamos: um novo espaço para celebrar o que o Brasil escreve, cria e vive.
E assim surgiu a Off Bienal: um evento dedicado à literatura nacional, pensado para tornar a leitura mais pop, acessível e vibrante, e para colocar os verdadeiros divos no centro da cena: os autores.
Porque quando a comunidade literária se une, ela não só resiste.
Ela cria o impossível.
Obrigada a todos que colocaram mãos, vozes, tempo e carinho para transformar o que seria perda em potência. Vocês ajudaram esse sonho a ganhar corpo, alma e endereço.
A Off Bienal nasceu do imprevisto, mas cresceu do afeto.
E chegou para ficar.
Com carinho, Rodolfo Alves.
